FUMAR MACONHA NA ADOLESCÊNCIA NÃO CAUSA PROBLEMAS FUTUROS DE SAÚDE

abril 28, 2017



Estudo acompanhou centenas de pessoas por mais de 20 anos e não foi detectado nenhuma diferença nos resultados sobre a saúde dos usuários.

“O que encontramos foi um pouco surpreendente”, disseram os pesquisadores, ao informar que relativamente poucas pessoas desenvolveram sintomas psicóticos.

O consumo da maconha na adolescência não está ligados a problemas futuros de saúde, como depressão, sintomas psicóticos ou asma, revela estudo recente, publicado na revista científica Psychology of Addictive Behaviors.

Os pesquisadores não encontraram nenhuma diferença na saúde física ou mental de adultos que fumaram maconha na adolescência, comparados aqueles que não consumiram.

“O que encontramos foi um pouco surpreendente”, disse o pesquisador, Dr. Jordan Bechtold da Universidade de Pittsburgh. “Não houve diferença em nenhum dos resultados de saúde mental ou física que nós medimos, independente da quantidade ou frequência de uso da maconha durante a adolescência.”

Como parte do estudo, os pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, e da Universidade Rutgers, em Nova Jérsei, acompanharam 408 homens, de Pittsburgh, da adolescência até seus 30 e poucos anos.

Os homens no estudo foram divididos em quatro grupos baseados no consumo da maconha.
Os grupos foram separados em: aqueles que nunca ou raramente usaram maconha 46%; aqueles que utilizaram durante a adolescência 11%; os que mantiveram o hábito na fase adulta 21%; e aqueles que começaram cedo e tornaram-se consumidores regulares da erva na idade adulta 22%.

Com base em estudos anteriores, os pesquisadores esperavam encontrar uma ligação entre o uso de maconha na adolescência e o desenvolvimento de sintomas psicóticos (por exemplo; delírios e alucinações), câncer, asma ou problemas respiratórios, mas os resultados comprovaram o contrário.

O estudo também não achou ligação alguma entre o uso de maconha na adolescência e a depressão, ansiedade, alergias, dores de cabeça ou pressão arterial elevada. Não houve diferenças nos resultados com base na raça ou etnia. 



Este é um dos poucos estudos focados nos efeitos na saúde a longo prazo do usuário de maconha na adolescência, monitorando centenas de pessoas por mais de duas décadas, disse Dr. Bechtold.

Os usuários precoces e a longo prazo relataram que o período de maior consumo foi durante a adolescência. Porém, o uso foi reduzido a medida que envelheceram. Poucos participantes tiveram sintomas psicóticos, segundo observações dos pesquisadores.

Uma vez que o estudo incluiu apenas indivíduos do sexo masculino, não houve resultados ou conclusões sobre as mulheres.

Fonte: apa.org



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