Maconha é usada como tratamento de viciados em crack

maio 04, 2017

Estudos realizados pelas pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Maria (RS) mostraram que a maconha pode diminuir os efeitos da abstinência do crack. O estudo foi feito em dois Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), o da infância (CAPSi) e o do álcool e outras drogas (CAPSad), com 10 pessoas do sexo masculino com idades entre 15 e 36 anos.

Diversas entrevistas foram realizadas para a coleta de dados. As entrevistas tinham perguntas como: a idade em que começou a fazer uso de drogas ilícitas; o tipo de drogas já usadas; o uso da maconha e sua frequência; os benefícios e danos do uso de crack e maconha; além de dados como o tipo de tratamento, histórico de internações e os motivos que levaram cada um a procurar tratamento.
Segundo a pesquisa de Amanda Schreiner Pereira e Rudiane Ferrari Wurfel, publicada em 2011, a maioria começou a fazer uso de drogas a partir dos 13 anos de idade. Observou-se que alguns desses usuários de crack também consumiam maconha. A observação dos dados e entrevistas permitiram que o estudo fosse dividido em dois temas:“Percepção dos viciados acerca do uso de crack e maconha” e “Possibilidade de tratamento ou uso/abuso impensado?”.

O primeiro, quanto a percepção dos usuários acerca do uso de crack e maconha, pôde-se constatar que é extensa a lista de danos causados pelo uso excessivo do crack. Esses danos aparecem de forma física, psicológica e social, pois a droga age com efeito estimulante no organismo do usuário. Isso também aparece nos relatos dos participantes.

“Na cabeça e no pensamento, a pessoa fica magra. O pulmão perde a força de respirar e a cabeça parece que não pensa direito” - afirma um dos participantes. Outro integrante do grupo relatou: “Eu gastava demais, vendi meu carro e fumei tudo (...) O que eu tinha de bom dentro do meu apartamento eu vendi, entende? Pra comprar crack”. Quanto a substituição do crack pela maconha, a maioria dos participantes alegou que percebem a diminuição nos seus atos ilícitos como furtos, assaltos e vendas de objetos. “O benefício pra mim é que eu não fumo o crack, entendeu? Eu não saio para roubar, não saio assaltar”, diz um participante. 
Já em relação à possibilidade de tratamento ou uso/abuso impensado, muitos dos participantes afirmaram que usar maconha ajuda no alívio da crise de abstinência do crack. Um dos participantes da pesquisa conta:  "Quando eu fumo a maconha eu não fumo crack, a maconha me tira a vontade de usar crack". A fissura, segundo a pesquisa, pode causar alterações comportamentais e de humor do dependente e a maconha auxilia no controle da ansiedade aliviando a "fissura" de não consumir crack. Isso pode ser caracterizado como uma estratégia de redução de danos, ou seja, a substituição de uma droga mais pesada por uma que não apresenta danos permanentes quando usada em longo prazo.



A pesquisa traz o método de redução de danos como uma opção eficaz para o tratamento de dependentes químicos, levando em conta que deve ser acompanhado por especialistas da saúde mental.

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1 comentários

  1. Eu sou prova viva que a maconha é a porta de saída das drogas. Usei cocaína por quase 9 anos. Todos os dias, até que resolvi mudar para a maconha(pois quase morri diversas vezes) e garanto que a maconha é o melhor remédio.

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