Supositório de maconha é usado no combate à cólica menstrual

maio 09, 2017

Todo mês, 76% das mulheres brasileiras sofrem de cólica menstrual. Se elas forem mais jovens, de 16 a 24 anos, 84% delas se queixam dessas dores. Alguns remédios podem ajudar, mas dificilmente acabam com as dores totalmente.

A maconha parece ser a solução. É o que prometem os supositórios vaginais da marca Foria Relief.

THC e CBD relaxam a musculatura da região pélvica e alivia a dor 




O THC e o CBD presentes na maconha relaxam a musculatura da região pélvica, que tem o maior número de receptores canabinoides, depois do cérebro, e aliviam a dor. “A cannabis tem uma longa história cultural de uso como um auxiliar natural no alívio dos sintomas associados à menstruação”, afirma o site do fabricante do produto.

Até agora, o Foria Relief é vendido apenas na Califórnia e Colorado, nos Estados Unidos, e custa U$ 44 (cerca de R$ 140) a caixa com quatro supositórios.

Para comprar na Califórnia, é preciso apresentar receita médica. Já no Colorado, onde o uso recreativo onde há uma indústria de produtos à base de maconha em expansão, a compra é feita sem necessidade de prescrição médica.

A venda no Brasil ainda não está prevista, já que no Brasil o uso medicinal de produtos à base de maconha só é autorizado mediante autorização da Justiça.


No entanto, em novembro de 2016 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou os critérios para autorizar o registro, venda e uso de medicamentos que tenham o princípio.

A FDA (agência que regula remédios nos EUA) ainda não analisou e aprovou os supositórios de cannabis, pois não há pesquisas científicas que atestem sua segurança e eficácia do produto.

Porém, testemunhos das consumidoras no site da empresa indicam satisfação com o uso do Foria Relief com frases como “Um milagre embrulhado em um pequeno pacote”, “Analgésicos não funcionam para mim, mas isso, sim!”, “Medicina poderosa”. Mas há relatos, em menor quantidade, de pessoas que não sentiram os efeitos da medicina.

A empresa diz ainda que não foram observados efeitos colaterais significativos porque os compostos do supositório agem localmente, diferente do que acontece quando a maconha é inalada ou ingerida. Contudo, advertem que pessoas com condição médica pré-existente é recomendado consultar um médico antes de usar o produto.

A indicação da dosagem é variável e, segundo a empresa, depende da intensidade da dor.



O uso medicinal da maconha

A Cannabis Sativa tem aproximadamente 400 compostos químicos, sendo 60 canabinoides. Dois deles tem propriedades medicinais que se destacam na produção de remédios: o THC (que também é a principal substância psicoativa) e o CBD (canabidiol), que não tem efeitos entorpecentes.

A maconha medicinal, pode ser encontrada em países como Estados Unidos, Canadá, Uruguai e Israel na forma de cápsulas, sprays, gotas e adesivos, por exemplo.

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