Estudo comprova que maconha não causa doença mental

julho 04, 2017

A falta de conhecimento e demora na legalização só fortalece a crença na lista de mitos relacionados a maconha, e o trabalho para desmistificá-los continua. Algumas lendas sobre a cannabis é de que ela detona o seu cérebro, queima neurônios (nós já falamos sobre o assunto mais detalhadamente aqui e nessa outra matéria também), provoca doença mental e psicose. 


O povo tanto consumiu maconha sem que sua saúde mental fosse de fato afetada, que, finalmente, pesquisadores resolveram tirar a prova se o risco existe ou não. Para esclarecer o assunto, o Plantação420 trouxe as comprovações mais recentes sobre a relação da maconha com a psicose (ou transtorno psicótico).

Maconha causa psicose?

Maconha não é a causa de psicose, mas sim sua predisposição genética à doença.
Existe atualmente uma multiplicidade de artigos científicos que falam desta questão, mas poucos fornecem um resposta claro sobre a natureza causal da associação da maconha a psicose. 


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ET Brisado


Centro Nacional de Informações Biotecnológicas dos EUA publicou dados recentes de uma pesquisa sobre o assunto (link da pesquisa). Sem deixar de dar especial atenção à forma como cada relatório fornece evidências relacionadas a duas hipóteses, lidando com o grupo 1, usando a cannabis como causa contributiva, e o grupo 2, analisando a vulnerabilidade compartilhada. 

Sendo assim dois tipos principais de dados abordados sobre esta questão: estudos realizados com pacientes esquizofrênicos e estudos em casos de primeiro episódio de psicose. As evidências analisadas indicam que a maconha sozinha não é capaz de causar um quadro de transtorno psicótico. 

Na verdade, os resultados levam a concluir que, pessoas que tem predisposição a desenvolver psicose também estão mais suscetíveis ao uso precoce e/ou intensivo de cannabis.



O que se sabe é que a necessidade do uso precoce e intenso de maconha como um sinal padrão que antecede a doença merece um exame mais aprofundado, assim como uma grande variedade de outros comportamentos problemáticos (assim como, uso precoce ou intensivo de cigarros, álcool e desempenho escolar baixo). 

Fica claro, então, que o fato da pessoa consumir maconha, ou qualquer tipo de droga, está diretamente relacionado ao fato da pessoa já ser mais propensa a ter doenças mentais, do que o inverso (a droga ser a causadora do problema).

Até mesmo problemas emocionais ou traumas que a mãe vivencie durante uma gestação podem marcar o subconsciente do bebê de forma que ele se torne, no decorrer da vida, uma pessoa mais propensa a essas doenças, e consequentemente, a consumir substâncias para obter alívio. Substâncias essas que vão desde açúcar e comidas em geral, até a cerveja e o cigarro.

Os próximos estudos que se concentrem apenas nessa simples associação da cannabis a essas doenças psicóticas serão de pouco valor já que entender a doença, assim como, os fatores que determinam como ou por que ela ocorre, são muito mais complexos do que se imaginava.

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