11 mitos que a maconha já quebrou e você não sabia

maio 21, 2018




A maconha sem dúvida tem sido a droga mais mal falada e, em contrapartida, a mais usada do mundo nos últimos anos. O problema é que a má fama vem da falta de informação imparcial e de estudos rígidos sobre o assunto, por isso, selecionamos os 11 mitos que a maconha já quebrou há muito mais tempo do que você imaginou.

1. Por ser proibida a maconha faz mais mal do que álcool, tabaco e remédios


Na verdade, a proibição ou liberação de qualquer droga nada tem a ver com os riscos associados a mesma. Como sabemos disso? Analisando a história e percebendo que, os EUA tentaram proibir o álcool e acabaram abrindo mercado para traficantes como Al Capone.

No Brasil também não foi possível conter o consumo e, por isso, por mais que pessoas morram todos os anos devido ao abuso de álcool, o mesmo acabou sendo legalizado para que ao menos o governo pudesse lucrar, em vez dos traficantes.

Para ter uma noção, analise o gráfico de análise dos riscos de 20 drogas de acordo com os danos que cada uma causa:
Jornal britânico rankeia as 20 drogas mais perigosas para usuários e para os outros
GHB = Ácido gama-hidroxibutírico. LSD = Ácido lisérgico
O jornal Lacet rankeou da mais danosa até a menos danosa, tanto para o usuário e quanto para pessoas a quem ele atinge física, psicológica e socialmente. Como podemos ver, das cinco drogas mais perigosas da lista, duas são legalizadas. Enquanto as menos danosas como maconha, cogumelo e outras, são fortemente descriminadas e ilegais.

Você ainda acha que o governo cuida e protege você dos riscos das drogas?

Fonte: Lancet

2. A maconha causa dependência 

De acordo com a definição do site do Ministério Público, dependência física ou dependência psicológica, não são termos mais utilizados, pois "ambas precisam estar presentes em maior ou menor proporção para que o diagnóstico de dependência possa ser firmado, ou seja, não pensamos mais em dependência hoje, sem a presença de ambos."


Por dependência física se entende que a pessoa apresenta sintomas e desconfortos físicos causados pela abstinência da substância e para "manter o equilíbrio criado entre a presença constante da droga e o organismo". 

Já a dependência psicológica é classificada como incapacidade de vivenciar sensações de prazer psicológico e a alteração de comportamento do usuário com o objetivo de conseguir suprimento constante da droga, muitas vezes em troca de coisas importantes como emprego, posição social e relacionamentos.


A questão é: nenhum usuário de maconha sente sintomas físicos de abstinência. Não há dores fortes, convulsões e tremores, como na abstinência do crack. Sabendo disso, não poderíamos classificar como dependência já que os sintomas que ocorrem são psicológicos como irritabilidade e falta de sono.

Ainda assim, também não se sabe de casos de pessoas que, na falta de maconha, tenham afetado seu emprego e relacionamentos em virtude da droga. Pelo contrário, estudos mostram que a droga serve como redução de danos para usuários de crack, pois foi percebida diminuição de seus delitos quando fumavam maconha.


"Na substituição do crack pelo uso de maconha os sujeitos da pesquisa percebem uma diminuição na prática de atos ilícitos tais como roubos, assaltos, venda de objetos pessoais por drogas; menores gastos financeiros com a droga, podendo ajudar a sustentar a família; além de não afetar no cumprimento de suas tarefas (sic)"

"O dependente (de crack) precisa encontrar formas de aliviar esta fissura, o que muitas vezes é refletido em roubos ou vendas de seus objetos pessoais, como meios para suprir sua intensa necessidade. Tratando-se da dependência e fissura da maconha, os estudos mostram que o número de usuários que se tornam dependentes é muito baixo, sendo que seu uso prolongado não apresenta danos permanentes nem prejuízos sociais, morais ou físicos (sic)".


3. A maconha causa danos cerebrais


Em 1970 o Centro para Estudos do Abuso de Narcóticos e Drogas, do Instituto Nacional de Saúde Mental, patrocinou o Estudo da Jamaica, um projeto em antropologia médica que se tornou "o primeiro estudo intensivo multidisciplinar do uso e dos usuários de cannabis a ser publicado".

"Não houve indícios de dano cerebral orgânico ou de dano cromossômico entre indivíduos, nem quaisquer diferenças clínicas (psiquiátricas, psicológicas ou médicas) entre os fumantes e as pessoas do grupo de controle".


4. Maconha causa infertilidade ou impotência sexual


Um estudo de 1974 relatou que dentre 20 homens que fumavam maconha regularmente, os níveis de testosterona, de hormônio luteinizante, de hormônio folículo-estimulante, e de prolactina, além de contagem de esperma, foram significativamente mais baixos que os dos homens do grupo de controle.

Mais tarde a pesquisa foi concluída quando descobriu-se que esses efeitos de curto prazo são causados por ação direta sobre o epitélio tubular seminífero dos testículos. O que abre a possibilidade de desenvolver um contraceptivo masculino químico.

O relatório "Marihuana e Saúde", do Comitê Relman, concluiu que apesar do uso generalizado de cannabis por mulheres jovens, na idade reprodutiva, "não há até agora nenhuma prova de qualquer efeito teratogênico (que cause mutação no feto) de frequência elevada ou de associação constante com a droga".


5. Maconha causa câncer


O que com certeza causaria câncer é a queima do papel utilizado para enrolar a erva, no caso, a seda. Mas esse risco é eliminado quando o usuário opta por um pipe (cachimbo), bong, vaporizador ou um comestível feito a base de maconha.

Verificou-se que a fumaça da cannabis tem muitos dos mesmos compostos carcinogênicos do tabaco, apesar disso, há escassos indícios de um efeito carcinogênico direto da fumaça ou do alcatrão da cannabis e, até hoje, nenhum caso de câncer foi atribuído ao fumo de cannabis.


6. A maconha é só o começo


Tudo leva a crer que os fatores que determinam se e quais drogas uma pessoa consumirá no decorrer da vida são múltiplos. Depende muito mais de fatores sociais, culturais, políticos e econômicos do que dos efeitos farmacológicos ou psicoativos da maconha ou outra droga.

Um simples exemplo é o modo como diversos medicamentos que podem causar dependência são utilizados atualmente com fim terapêutico e não, necessariamente, induzem as pessoas a ficarem dependentes ou consumirem outras drogas. 


Prova disso é que extratos de maconha, medicamentos à base de cocaína, morfina, dentre outras substâncias atualmente ilícitas eram vendidas nas farmácias e consumidas de maneira terapêutica e controlada, assim como é feito hoje em dia, sem assim impulsionar os pacientes a consumirem outras drogas.

Como já mencionamos, a utilização de maconha na redução de danos a usuários de crack, não faz  sentido uma droga que ajuda o dependente a reestabelecer sua vida e hábitos (por ter danos muito baixos a saúde, como mostramos no tópico #1) ser chamada de porta de entrada para alguma coisa pior.

Além disso, como explicamos, os fatores que tornam uma pessoa propensa a ser viciada em alguma substância são muitos e vivenciados geralmente muito antes da pessoa se quer conhecer a maconha. Ser a primeira a ser consumida, nesses casos, facilitaria a entrada de drogas pesadas tanto quanto qualquer outra substância que fosse consumida primeiro.

Fonte: Ganja Talks

7. Maconha não tem valor medicinal


A demora na descoberta das propriedades da maconha se deu por causa do preconceito criado pela cultura anti drogas, mas eles existem.
A maconha não só tem muito valor medicinal, como alguns já foram comprovados, e são:
  • Desacelera e impede o crescimento de células cancerígenas;
  • Previne Alzheimer;
  • Trata e cura glaucoma;
  • Alivia artrite;
  • Controla convulsão epilética;
  • Alivia a dor de esclerose múltipla;
  • Alivia tremores de Parkinson;
  • Alivia sintomas de Chron;
  • Alivia sintomas da síndrome de Dravet;
  • Aumenta a eficácia e diminui os efeitos colaterais do tratamento de hepatite C;
  • Diminui a ansiedade;
  • Ajuda a reverter os efeitos carcinogênicos do tabaco e melhora a saúde dos pulmões;
  • Reduz a dor severa e náusea de quimioterapia e estimula o apetite;
  • Melhora os sintomas do Lúpus;
  • Protege o cérebro após um acidente vascular cerebral;
  • Alivia sintomas de Transtorno de Estresse Pós Traumático;
  • Controla outros tipos de espasmos musculares;
  • Trata doenças intestinais inflamatórias;
  • Ajuda eliminar pesadelos;
  • Protege o cérebro de concussões e traumas.

Fonte: Lifehack.org

8. Legalizar a maconha seria permitir uma atividade criminosa


As pessoas de opinião mais conservadora tem o costume de demonizar a legalização da maconha porque acham a substância será usada por qualquer um indiscriminadamente, mas não é bem assim que a legalização funciona.

É justamente legalizando que pesquisas sobre as reais consequências sobre a planta podem ser feitas, controle de qualidade pode ser aferido e condições de compra podem ser impostas. Se as pessoas puderem comprar algo de qualidade legalmente dificilmente se arriscariam com algo que, além de ter baixa qualidade, financia o comércio ilegal.

Fonte: History.com

9. Legalizar aumentaria o consumo


Embora fosse uma ideia muito comum associada a legalização, depois que a mesma foi posta em prática, não foi possível notar grandes alterações no número de usuários no mundo.

Relatório Mundial sobre Drogas de 2016, elaborado pela ONU, o índice tem se mantido estável desde 1998, com aproximadamente 3,8% da população do planeta já tendo usado a erva para fins recreativos ou medicinais.

Apenas nos estados norte-americanos que legalizaram a maconha houve um discreto aumento no consumo, mas em contrapartida também uma diminuição gritante na quantidade de prisões por porte - o que, social e economicamente, é muito mais positivo.

Fonte: History.com

10. É hábito de criminoso 


Rihanna, Betty Faria, Jennifer Aniston, Gregório Duvivier, Tarantino, Jane Fonda, Megan Fox, Usain Bolt, Lady Gaga e até o Obama, vão ter que discordar disso. Todas essas pessoas já usaram ou usam maconha até hoje e nem por isso cometem atos ilícitos.

Além disso, o estudo realizado na Jamaica (já mencionado) "indica haver pequena correlação entre uso da ganja e crime, exceto na medida em que a posse e o cultivo da ganja são tecnicamente classificados como crimes".

Até mesmo os usuários de crack mencionados no tópico #2, que estavam acostumados a praticar delitos em busca do crack, "percebem uma diminuição na prática de atos ilícitos tais como roubos, assaltos, venda de objetos pessoais por drogas; menores gastos financeiros com a droga, podendo ajudar a sustentar a família; além de não afetar no cumprimento de suas tarefas (sic)".


11. Demora para sair do corpo


Apesar de cada corpo ter uma taxa metabólica e, por isso, não ser algo certo de ser mensurado, pesquisas mostram que o tempo máximo que o corpo de um usuário frequente pode levar para ficar limpo de todo resquício de maconha é de no máximo 67 dias para ser .

Usuários medianos podem ter resíduos de maconha no corpo até 10 dias depois de fumarem pela última vez. Já os usuários que consomem de vez em quando levam no máximo 4 dias para eliminar as substâncias. 

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